Por muito tempo minha vida foi resumida a expressões, e eu tenho lutado contra isso. Gostaria de ganhar dinheiro fazendo o que eu gosto, me casar, ter filhos, viajar, emagrecer, saber mais das coisas, tocar um instrumento musical, não estar tão quebrada de grana, poder dar (bons) presentes de natal para todo mundo que eu ache que mereça, comer mais salada, escrever melhor, controlar minha impulsividade e meu dom absurdo de dizer besteira, curar definitivamente minha mania de auto-sabotagem... enfim, a lista é grande.
Cheguei a achar, até pouco tempo atrás, que me entregar, amar alguém de verdade não me levaria a lugar algum, não iria me fazer mais querida, não faria ter alguém que me amasse. Faria sim, quem se apaixonasse, mas ninguém iria amar alguém com defeitos grotescos como os meus. Não que eu quisesse alguém que concordasse com minhas fraquezas, mas que me amasse mesmo assim. Que estivesse ao meu lado, não para me apoiar, mas para não me deixar cair mais ainda.
terça-feira, novembro 10, 2009
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